« Antes eu pensava que sucesso significava provar que os outros estavam errados », eu disse. « Mas não se trata disso. Trata-se de provar a si mesmo que você é suficiente — mesmo quando ninguém acredita em você. »
Após a cerimônia, uma jovem veio até mim, com lágrimas nos olhos.
« Sua bolsa de estudos me salvou », disse ela. « Meus pais me deserdaram quando me assumi gay. Achei que teria que abandonar os estudos. Você me deu uma chance. »
Eu a abracei forte. Naquele momento, percebi — aquilo era cura. Não era vingança, não era reconhecimento, mas sim dar aos outros a esperança que eu um dia precisei.
Mais tarde naquela noite, meu telefone vibrou novamente. Era uma mensagem do meu pai:
« Vi seu discurso online. Você tinha razão — não reconhecemos seu valor. Sinto muito. »
Pela primeira vez, aquelas palavras não doeram.
Nem sequer pareceram necessárias.
Porque agora eu havia construído uma vida onde não precisava da validação de ninguém — eu era minha própria validação.