Eu não sabia o que me esperava atrás daquela porta — perdão… ou um novo tipo de dor. Minha resposta veio rapidamente…
Peguei minha filha, Lily, pela mão e entrei em casa, sentindo anos de solidão e medo se dissiparem num instante.
Na sala de estar, vi minha mãe — fraca, pálida, com cabelos grisalhos, enrolada em um cobertor velho. Ela olhou para mim, com os olhos cheios de surpresa e medo.
« Emily? » — ela sussurrou, como se temesse que eu fosse um fantasma do seu passado.
Assenti com a cabeça. Delicadamente, sem raiva ou ressentimento, simplesmente assenti. Lily aproximou-se um pouco mais de mim, percebendo minha calma.
Algo se agitou dentro de mim — não vingança, não indignação, mas uma sensação suave e estranha de força.
Aproximei-me, parei em frente a ela e disse:
“Não vim para julgá-lo. Vim para compreendê-lo.”