Eu não chorei. Apenas mantive a mão na barriga — um pequeno coração batia ali, a única coisa que valia a pena proteger. A noite estava fria, e cada luz nas janelas era um lembrete: todos os outros têm um lar. Eu não.
Uma mulher me encontrou em um posto de gasolina. Uma enfermeira. Ela não perguntou meu nome nem por que eu estava ali; apenas colocou um cobertor quente sobre meus ombros e disse suavemente:
« Vamos. »
Foi assim que acabei num pequeno apartamento em cima de uma lavanderia. Cheirava a limpeza e a um novo começo. Eu estava aprendendo a acreditar novamente — em mim mesma, na bondade, no amanhã.
Quando minha filha nasceu na primavera, eu lhe prometi:
“Você nunca se sentirá abandonado como eu me senti.”

Os anos se passaram. Trabalho, turnos noturnos, estudos — e finalmente, me tornei enfermeira. Parecia que o passado finalmente tinha me deixado para trás.
Até que um dia o telefone tocou.
“Emily… Mamãe está doente. Volte.”
😨😲 Eu paralisei. Meu coração estava disparado.
